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riscos_e_rabiscos

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Férias Inesquecíveis

 

Estava a comer uma maçã e a scanerizar fotos quando me deparei com algumas que me fizeram rir. Recordaram-me um episódio passado comigo e uma amiga minha.

 

Há alguns anos atrás, duas belas raparigas – eu e a minha amiga – fomos passar umas férias juntas. Neste caso, eu fui para a casa dela fora de Lisboa.

 

Éramos duas gajas a gozar o dolce fare niente num verão de calor infernal. Passávamos os dias de papo para o ar, ou ficávamos de molho na piscina ou íamos até ao rio. Quer-se dizer, ia ela. Eu não. Primeiro, porque não sei nadar (vá lá, não gozem!) e segundo porque rios e beiras de rio com pés descalços não. Começa logo a minha imaginação a fermentar na cabeça… Bichos, bichinhos e bicharocos…

 

À noite íamos tomar café ou comer um geladinho na esplanada. Mas também fomos à disco. Fomos a uma Festa da Espuma espectacular, da qual vim com os sapatos óptimos para ir para o lixo. Sempre escoltadas pelo pimo, claro, que era o gajo que nos aturava nestas maluqueiras.

 

Houve um dia em que fomos passear. Destino: Peneda-Gerês. Lá fomos nós, estrada afora, curvas e contracurvas, um foguinho aqui e outro ali e um calor que não nos dava descanso.

Finalmente, chegámos ao parque. Andámos a meter o nariz em todas as pedras e pedregulhos, corremos para debaixo de todas as árvores e arbustos para fugir do sol escaldante e tivemos vários encontros imediatos com os animais que por ali andam à solta.

 

Às tantas encontrámos os cavalos selvagens que ali existem. Ficámos imediatamente embevecidas a olhar para eles. Claro que se até agora tínhamos tirado fotos em todo o lado e mais algum, com os belos equídeos não podíamos abrir excepção.

 

As duas belas compõem-se de cima abaixo, ajeitam as malinhas, treinam os seus melhores sorrisos e aproximam-se dos cavalos. Eu fui a primeira tirar a foto. Cheese!!! Mais uma foto para a posteridade. Seguiu-se a vez da minha amiga. Mais uma vez… cheese!... Aiiiiiiiiiiiiii!!!... O desgraçado do cavalo abocanha a mala da minha amiga!!! Ela puxa a mala, com toda a força, para a arrancar da boca do cavalo e desata a fugir a sete pés! É que você não sabem, mas as duas belas tinham umas malas super giras de palhinha. Devem ter parecido tão apetitosas ao cavalo que resolveu ir provar a da minha amiga!

Resultado: na foto vê-se uma imagem tremida de uma mala a ser arrancada de umas belas dentuças equídeas. Imaginem a cena!

 

A foto que aqui coloquei foi desse dia. Imaginem-nos ali no meio, ao pé dos cavalinhos a querem comer-nos as malas.

Já agora, alguém consegue adivinhar quem era a minha amiga? Quem acertar ganha um rafaello!

 

Exijo Respeito!

Ainda não me tinha acontecido mas alguma vez seria a primeira. Nunca tinha apagado um comentário mas desta vez fi-lo.

 

Em primeiro lugar, quero relembrar que este blog é meu e foi criado para registar os meus estados de alma. Como tal, eu posso escrever o que me der na real gana, exprimindo as minhas opiniões e sentimentos. Por enquanto, ainda sou livre para poder dizer o que me apetecer num espaço que é meu!

 

Segundo, não aceito insultos venham de onde vierem. Muito menos de gente anónima. Não insulto ninguém e nem é essa a minha natureza. E não admito que ninguém me insulte. Afinal queremos ser moralistas e depois insultamos os outros? Por isso, nem vale a pena darem-se ao trabalho de fazer comentários aqui no meu blog. Já sabem que não obterão qualquer resposta e que o vosso comentário vai para o lixo.

 

Terceiro, são bem-vindos a este blog todos aqueles que quiserem vir criticar construtivamente e comentar os meus posts. Como sabem, pois é prática corrente, respondo-vos a todos. É o mínimo que posso fazer por quem dedica algum do seu tempo a ler-me. Todos aqueles que vierem com a intenção de insultar não são bem-vindos.

 

Quarto, as dificuldades económicas são uma realidade do meu dia-a-dia. E são bastantes! Dou muito valor a quem trabalha e condoo-me muito com as pessoas que ainda têm menos do que eu. Não menosprezo ninguém pois, na minha maneira de ver as coisas, somos todos iguais e fazemos todos falta uns aos outros.

Quem acompanha o meu blog já percebeu que eu sou assim e quem não acompanha, podia ao menos ter consultado alguns posts anteriores antes de lançar insultos gratuitos.

 

Quinto, detesto gentinha que leva os dias à boa vida, não trabalha, tem casa que foi dada de graça e um óptimo carro. Isto à conta dos meus descontos que me levam quase metade do meu parco ordenado. Pois eu se precisar de casa, mandam-me ir para debaixo da ponte, subsídio de desemprego não tenho direito porque trabalho com recibos verdes, de Julho até Setembro vivo do ar pois não tenho trabalho e nem sequer tenho subsídios de férias ou de Natal.

 

Por isso, deixo aqui um conselho, em vez de insultarem as pessoas gratuitamente, tentem conhecer um pouco a realidade de quem estão a ler o blog.  Se calhar iriam perceber certas coisas. Não leram? Temos pena! A vida trata de vos dar a lição! Bem hajam!

 

Este post foi escrito para aqueles a quem servir a carapuça!

No Carnaval Ninguém Leva a Mal?

 

 

Se há época do ano que me desagrada é o Carnaval. É uma dualidade: gosto e não gosto. Gosto do Carnaval pela sua parte lúdica e de diversão. Detesto pela estupidez que se instala em algumas mentes desprovidas de razão.

 

Desde muito pequena que a minha mãe me mascarava. Acho que a minha primeira máscara foi de sopeira (ou criada) e devia ter cerca de um ano ou dois. A partir daí, fui sempre vestindo máscaras todos os anos, até ser “grande demais” para vestir fatos de Carnaval. Apesar de hoje em dia não ser muito alta, enquanto miúda, eu era muito matulona. Daí haver coisas que não pareciam “bem”. Mascarar-me era uma delas.

 

Gosto imenso de ver as crianças mascaradas e de ver os desfiles das escolinhas. Desde os mais pobres aos mais bem vestidos, é uma alegria ver a criançada mascarada.

Claro que os minorcas andam todos vaidosos a exibir as suas fardas, é vê-los por todo o lado, enfeitando as ruas. Salta uma serpentina de um lado, uns confetis do outro e mais uma esguichadela de água inesperada.

 

O que vem estragar tudo são os parvalhões quem nem brincar ao Carnaval sabem. A primeira vez que me lembro de ver ovos podres ou farinha a serem mandados às pessoas, devia eu ter alguns 11 ou 12 anos. Isto é que é brincar ao Carnaval?! Um anormal mandar um ovo podre de um lado e outro mandar farinha do outro lado?! Pois o meu conceito é muito diferente.

Porque é que em vez de estragarem ovos e farinha, não o oferecem a um banco alimentar? Mais valia matar a fome encoberta que há em Portugal.

O mais interessante ainda é que, muitas vezes, estas coisas são provenientes de pessoas com dificuldades financeiras. Será por não terem uma máscara de Carnaval?

 

Acabo por não sair muito de casa nestas alturas, a não ser de carro, pois abomino ovos podres e farinha. E desde que fizeram a porcaria deste bairro de realojamento por aqui, voltámos à era da pedra lascada, uma vez que 90% dos que ali vivem não sabem o que é viver em sociedade – e nem fazem um esforço – as ruas parecem lixeiras, e no Carnaval voltaram a aparecer os ovos podres, coisa que não era muito comum por aqui.

 

Uma época que poderia ser bastante divertida e boa para dar uns passeios, caso o sol continue a brilhar, quase que nos obriga a ficar em casa com receio de ficarmos com a roupa toda estragada se sairmos à rua!!! God Gracious!

 

Sapo Desencantado

                      

 

AAAAAAAAAAArgh! Hoje é o meu dia de me zangar com o sapo e de lhe avisar que se não se põe a pau, peço a demissão!!!

 

Opa, está uma pessoa tão compenetradinha a escrever um postezinho tão saboroso, faz as coisas todas direitinhas e quando chega a vez da foto… PIMBA! O SAPO (!) boicota o nosso trabalho! Isto está certo, está menino sapo?

Pois, lá teve que ficar o post do Pecado da Gula em águas de bacalhau… bem, foi mais em águas de camarão, mexilhão e outras coisas terminadas em –ão, como por exemplo… açafrão!!! Não sejam mentes perversas!

 

E agora? Não acham que ficava muiiito mais bonito com uma fotozinha a ilustrar? Ficava, não ficava? Também acho!

Onde está o livro de reclamações?! Não se brinca assim com o pessoal de trabalho!!! Só me apetece é comer perninhas de sapo fritas! Grrr!

 

Amanhã tento outra vez e se não der, menino sapo, vais ver o que é assapar a sério! Vais daqui até Marte num piscar de olhos!

 

Tou-me a passareeee, olé! Tou-me a passareeee, olé! Tou-me a passareeee, olé! Tou-me a passareeee, olé, olé!

 

Fervor Sexual (Parte III)

 

 

 

                

Ao ver-se sozinha com F. na sala, C. levantou-se imediatamente do sofá. Ela circulava pela sala, fingindo que observava os objectos que a enfeitavam, tentando disfarçar o constrangimento.

F. continuava sentado no sofá a observar todos os movimentos de C., como se fosse um predador a apreciar a sua presa. Para quebrar aquele ambiente, C. resolveu iniciar uma conversa banal, sobre generalidades.

Enquanto C. estava a contar os minutos para que P. voltasse para a sala, F. desejava que aquele momento se prolongasse o mais possível no tempo.

 

Momentos depois, o par de namorados regressa à sala. Instala-se, de novo, um ambiente alegre e de conversa.

A hora já era tardia e o cansaço começava a revelar-se em cada um deles. Como é habitual nas mulheres, as duas amigas foram à casa de banho, tendo a P. aproveitado para fazer um pedido a C.: para ficarem a dormir em casa do C. naquela noite. A C. não gostou da ideia mas também não tinha alternativa, uma vez que, era suposto ela dormir em casa da P. nessa noite. Por isso, não teve outra opção senão aceder.

 

A P. iria dormir no quarto do C., como era óbvio, mas onde ficariam F. e C.? Aparentemente, haveriam apenas mais dois quartos livres: o dos pais de C. e o de hóspedes. C. explicou que F. e C. teriam de dormir no quarto de hóspedes pois no dos pais ia ser complicado e que, se não se importassem, teriam de partilhar a mesma cama. C. ficou lívida mas não se manifestou.

 

Subiram as escadas e dirigiram-se ao quarto de hóspedes. C. deu todas as indicações a C. e F. e depois de desejar uma boa noite, dirigiu-se ao seu quarto com a P. .

C. recusou-se a despir. Alegou uma série de desculpas e apenas se descalçou. Sentou-se na cama e, sem outro remédio, acabou por se enfiar debaixo dos lençóis. O frio apertava… Deitou-se bem à pontinha da cama com receio da proximidade de F., que tentou convencê-la a chegar-se mais para o meio da cama. Ela agradeceu mas disse-lhe que já era hábito dormir assim.

 

Após alguns momentos de silêncio, F. tenta estabelecer uma conversa com C. . Esta fingia estar quase a adormecer por não estar interessada em trocas de palavras àquela hora. Além daquela situação ser tão desconfortável, ainda por cima com uma pessoa que conhecia há meia dúzia de horas.

 

F. desejava-a com todas as forças do seu corpo e a proximidade dela, o seu cheiro e presença a alguns centímetros de distância, estavam a desnorteá-lo. Começaram a surgir-lhe várias ideias à mente. Ponderou uma delas e decidiu agir.

 

C. continuava imóvel no seu lado da cama. Não conseguia adormecer, Concentrava-se na respiração e movimentos de F. , expectante. O seu sexto sentido alertava-a para algo.

 

Subitamente, F. coloca o seu corpo em cima do de C. e começa a beijá-la. C. gelou, petrificou, não sendo capaz de articular um músculo, surpreendida com tal atitude. F. queria-a para si. Desejava-a como nunca desejou nenhuma mulher. Disse-lhe que a adorava, que era a mulher da sua vida. C. não acreditava no que estava a ouvir. Ele queria amá-la, ficar com ela para o resto da sua vida. Quando conseguiu articular uma palavra, C. disse-lhe que ele se estava a precipitar. Ele afirmava que não. Que nunca tinha encontrado uma mulher como ela, que nunca uma mulher o fizera sentir o que sentia por ela. Beijava-a incessantemente, com voracidade e loucura.

 

C. estava assustada. Resolveu ficar imóvel e não ofender F. . Nunca tinha passado por uma situação daquelas e não sabia como reagir. Além disso, estava numa posição muito vulnerável. Decidiu não o contrariar e corresponder à vontade dele.

 

F. começou a cair em si e a acalmar aquele comportamento louco, Pediu desculpa a C. pelos seus impulsos mas que tudo aquilo que lhe tinha dito era verdade. Acrescentou ainda que queria que C. se tornasse sua namorada. Ela ouviu atentamente e respondeu-lhe que falariam com mais calma. Pediu-lhe que dormissem um pouco pois doía-lhe a cabeça e sentia-se muito cansada. Ele concordou e aconchegou-se a ela.

C. rezava para que os minutos passassem rapidamente, para se livrar daquela situação.

 

A manhã chegou, P. bateu à porta do quarto e C. saltou da cama como se tivesse molas nas pernas. C. iria levá-las a casa. F. pediu o contacto de C. que lho deu muito renitente. Os sentimentos não eram correspondentes mas também não queria magoar F. . C. deixou que ele a beijasse mais algumas vezes até chegarem a casa. Foram feitas as despedidas e as raparigas entraram em casa.

 

“P. nunca mais me peças um favor destes!” – pediu C. – “Tu não imaginas o que passei esta noite. O F. quase que me engoliu e eu não o quero ver nunca mais… repugna-me! Além de que me fez sentir um medo que não sabia existir…”

                                                                            

                                                     THE END

Delícias num Sábado à Noite

 

Perguntam vocês por onde andei ontem que ninguém me pôs o olho em cima, salvo seja! Pois, andei por aí. Já que estava sozinha, resolvi ir apanhar um bocadinho de sol na moleirinha.

 

Uma das minhas melhores amigas barra comadre fez anos. Segundo a sua versão, fez 26 anos… Parece-me é que ela já não sabe fazer contas e se esqueceu de somar mais uns anitos… O pior é que ela tem andado a espalhar esta conversa por toda a gente e… houve alguns que caíram! Bom… tenho de reconhecer que ela parece mesmo que tem 26 anos. Mas não tem! Também não vou revelar a sua verdadeira idade (fica descansada M.)

 

Fui ter com ela logo a seguir ao almoço. Havia jantar de aniversário nessa noite. Depois das sessões de beleza a que teve direito, fomos dar uma volta ao Oeirasparque. Coisas de gajas!

Estive um bocadinho com a minha afilhada que está o máximo! Mostrou mais algumas das suas gracinhas e esteve a brincar comigo ao “afugenta o monstro”. Tínhamos que cantar o “fantasminha brincalhão” para que a luva de cozinha que o avô tinha na mão, perdesse a “força”.

 

A hora de irmos para o restaurante aproximava-se e nós fomos aperaltarmo-nos todas. Maquilhagem para um lado, penteadelas para o outro e , por fim, uma nuvem de perfume por cima de nós! Que cheirosas! Escusado será dizer que a M. estava muito bonita e elegante. E ainda mais bonita ficou com o meu batom especial. Estava mesmo uma “gaja boa” (ela já é mas pronto!)!

 

Fomos jantar ao um rodízio de massas. Já tinham ouvido falar? Pois, eu também não. É um conceito muito interessante. Acontece o mesmo do que nos outros rodízios de carne ou peixe, ou seja, os empregados vão passando com os vários pratos que vão saindo: esparguete, lacinhos, gnochis, canelones, lasanhas, etc. Depois vem a parte das pizzas. Margueritas, com chouriço, primavera, etc. Por fim chega a parte das sobremesas. Sim, também em rodízio.

As sobremesas consistiam em – agora babem-se – pizzas doces!!! Pizza com chocolate (derretido), com banana e canela, com goiabada e queijo catupiri e ainda outra qualquer que eu já nem provei!

Resumindo: provado e aprovado!

 

Findo o jantar, metade da malta foi para casa uma vez que estavam acompanhadas com as suas crianças.

O resto do pessoal ficou a ponderar se valia a pena ou não ir para a “night”. Eu optei por não ir pois a noite anterior não tinha dormido nada, uma vez que a passei muito mal sempre a espirrar e com dores de garganta.  Nem dormi nada. Tinha umas olheiras muito bem disfarçadas com o anti olheiras.

Fiquei com muita mas muita pena mesmo. Mas não é nada que não possa ser compensado noutra noite! Espero que se tenham divertido!

 

Fervor Sexual (Parte II)

Durante o jantar, F. não conseguia desviar os olhos de cima de C., que conversava e se ria descontraidamente. Nem percebia os olhares que F. lhe dedicava. Apesar do seu íntimo o impelir para uma proximidade física de C., F. mostrava-se reservado. A sua timidez e o pouco interesse demonstrado por ela, impediu-o de fazer qualquer tentativa aproximação.

 

Finalizado o jantar, resolveram ir a um bar que, por sinal, pertencia a um amigo deles. O bar era frequentado por motards, logo, a decoração era condizente. Música alta, ambiente escurecido, algum fumo e pessoas em amena cavaqueira.

 

F. decidiu que teria de ser naquela altura que se iria aproximar dela. Angariou toda a coragem que tinha, deitou para trás das costas a sua timidez natural e começou a intervir mais na conversa. Gargalhadas e palavras divertidas soavam no ar vindas daquela direcção.

Finalmente, F. consegue tocar na mãe de C., que olha para ele surpreendida. Subtilmente, ela retira a sua mão. Não quer ser indelicada nem magoá-lo. Mas aquele toque foi inesperado.

 

C. começou a perceber que aquela aproximação de F. não era de mera amizade. Havia um interesse por trás. E ela já estava a perceber qual era.

Foram para a discoteca e F. não conseguia afastar-se de C. . Havia uma força quase magnética que o atraía para perto dela. Ela dançava ao som da música como se o ritmo se apoderasse dela. Era quase como um transe. Ele não desviava o olhar, enfeitiçado por ela.

 

P. e C. já estavam cansados dos ambientes nocturnos e propuseram uma ida à casa de C. cujos pais se encontravam ausentes.

Dirigiram-se ao carro e rumaram em direcção à magnífica casa de C. . F. não cabia em si de contentamento. Era uma óptima oportunidade para privar mais um pouco com C. e de se embriagar naquele ser que lhe começava a roubar o coração.

Já em casa, instalaram-se confortavelmente nos sofás. F. não desperdiçou a oportunidade de se sentar juntinho a C. Ela achou que aquela proximidade era um pouco abusiva mas não se manifestou. Continuou expectante e a comportar-se como se não se tivesse apercebido de nada.

 

Entretanto, C. resolve mostrar à namorada um CD novo que tinha comprado e abandona a sala.  C. e F. ficam sozinhos…

 

 

(To be continued…)

 

Fervor Sexual (Parte I)

Duas amigas têm um encontro amoroso marcado com duas beldades do sexo masculino. A P. namorava com o C. e cada um resolveu levar um amigo para este encontro. A P. levou a sua amiga C., enquanto o C. levou o amigo F. .

Foram feitas as apresentações, tendo o F. ficado visivelmente bem impressionado com a C. .

 

De beleza exuberante, com belos olhos cor de mel e cabelo curto muito bem delineado, de lábios perfeitos e carnudos, a C. sempre deu nas vistas. Vestia-se de uma maneira simples mas de forma a evidenciar o seu belo corpo de formas generosas.

A C. nunca teve consciência da sua beleza pois a sua timidez não o permitia. Era ingénua com gestos soltos e despretensiosos mas de uma inteligência inegável.

 

O F. era um rapaz de estatura média, musculado e de belos cabelos aloirados. Cheio de estilo no vestir e possuidor de uma bela mota. De poucas falas mas de olhar observador e penetrante.

 

A P. tinha encontrado o “amor da sua vida”, pelo menos daquela altura. A P. tinha lindos cabelos compridos com caracóis nas pontas, sempre revoltos, lábios de quem pede um beijo, olhar doce e voz suave e meiga. Exalava amor por todos os poros por aquele que lhe preenchia o coração: o C..

 

O C. era um menino de excelentes famílias ricas, de ar descontraído e divertido, cuja beleza física não era muita mas que tinha sido compensada pela simpatia e a sua boa aparência.

 

Todos estudavam no mesmo local, excepto o F., pelo que o convívio diário entre eles era muito.

Ao C. tinha sido oferecida a carta de condução pelos pais e esta saída a quatro destinava-se a festejar o seu sucesso.

Para começar, ele trouxe o carro que já há muito conduzia sem carta, segundo foi-lhe dado um voto de confiança por todos ao arriscarem o pescoço nesta sua primeira viagem.

 

Esta noite tinha sido planeada ao mais ínfimo pormenor e, por isso, tinha de ser uma das melhores das suas vidas.

Um jantar romântico a quatro, uma ida a um barzinho aconchegante e uma passagem pelas discotecas da noite lisboeta.

 

E é aqui que começa a história da C. e do F. …

 

(Continua…)

 

Explodiu!

 

 

Parece que hoje foi detectado um pacote suspeito no metro de Telheiras. Vá de especulação acerca de terrorismo e proceder-se ao protocolo normal nestas ocasiões: fazer o pacote ir pelo ar controladamente.

 

Mas parece que aquilo era um electronic device inócuo. Sabem lá se não era o computador comprado pela net e que o Zé das Couves foi buscar aos correios?! É que o Zé das Couves tem um grave problema: assim que entra no metro, entra-lhe uma soneira incontrolável pelos sentidos adentro. Uma abridela de boca para aqui, um piscadela de olhos para ali, um deslize lento pelo banco abaixo e a inclinação suave da cabeça até se aconchegar de encontro ao vidro.

 

Dorme o sono dos anjos. Não raramente, é acordado pela simpática moça da gravação electrónica a avisá-lo que está a chegar ao seu destino. Acorda assustado, assarapantado e levanta-se, qual zombie, em direcção à porta para sair.

 

O Zé das Couves já é famoso na secção dos Perdidos e Achados. É, talvez, o cliente mais assíduo daquele serviço. Já perdeu tudo e mais alguma coisa – excepto a cabeça porque está agarrada ao corpo – nestes seus repentes para sair.

Até aposto que, desta vez, a culpa foi dele!

 

Mas isto de explosões não é só no metro. Ou pensando bem, até “tem” origem no metro. Vejam lá se eu não tenho razão.

Como sabem, ou pelo menos desconfiam, o metro é o ponto de partida e de chegada do bus que me leva ao colégio. A rotina é sempre a mesma.

Ontem, cheguei ao metro, dirigi-me à zona das paragens e enfiei-me no primeiro que por ali passou. Para vir para casa todos me servem.

Vinha eu toda refastelada sentada no banco e entretida a ouvir um cidadão brasileiro a entreter dois miúdos com cantorias e vozes diferentes, quando se aproxima o meu destino de saída.

Toquei na campainha e dirigi-me para a porta. Assim que chego à minha paragem e saio, vejo uma neblina e uma senhora aos gritos. Não percebi nada! E, aquela neblina, para mim, devia ser nevoeiro.

 

É então que me aproximo da senhora e percebo o que se está a passar. Ela grita muito aflita “fujam, fujam, que a camioneta explode! Grande explosão que a camioneta deu!”

Sai o motorista e todos os passageiros da camioneta que iam confortavelmente instalados. Nova explosão, desta vez mais pequena. Comecei a desandar dali para fora pois não me apetecia levar com nenhuma peça do autocarro na cabeça. Depreendi que o problema fosse no motor pois o fumo vinha dessa direcção.

 

Agora pergunto eu: será que também era algum engenho explosivo que lá colocaram? Ou foi alguma bombinha de Carnaval? Foi um problema mecânico? E então já não é terrorismo?

 

A culpa é do metro. Foi da zona do metro que a camioneta saiu e que teve origem o despoletar do problema. E também é um caso de terrorismo. Ah, pois! Vem uma pessoa de rastos do trabalho, desejosa de chegar a casa. Instala-se na camioneta toda satisfeitinha e, de repente, um percalço destes. Tem de sair da camioneta, esperar por outra, que por sinal vem a abarrotar e já nem se pode sentar para descansar o corpinho.

Além disto tudo, ainda vai chegar mais tarde a casa. Agora digam lá, é ou não é terrorismo para com quem trabalha?!

 

Síndrome de Down

 

Quando cheguei a casa vinda da escola, fui buscar algo para comer e liguei a televisão. Para variar fiz zapping para escolher o programa que mais me agradava. Os quatro canais públicos têm uma “óptima” programação a esta hora, por isso, zarpei para os canais por cabo. Faço a voltinha do costume até que paro abruptamente na Sicmulher. Fiquei colada, imediatamente ao ecrã.

 

Deparo-me com uma mulher a falar cuja cara não me era estranha. De imediato, não me ocorreu quem era mas depois surgiu o nome em rodapé e surgiu um flash na minha mente. Era a S., uma colega minha de escola! Muito mais forte do que ela era mas com a mesma cara e cabelo, os mesmos lábios finos e nariz aguçado. Já não sei em que ano é que ela foi minha colega mas lembro-me que ela era uma miúda um pouco estranha. Muito comichosa com as suas coisas, uma mochila carregadíssima de tudo e mais alguma coisa, lambe botas dos professores, era franzina, vestia-se como uma adulta, tinha conversas e interesses diferentes dos próprios da idade. Era uma adulta em ponto pequeno. Não alinhava em nada com o resto do pessoal. Na altura já ela tinha um namorado de longa data. Não sei se se transformou no seu marido.

 

A S. estava no programa por causa da Síndrome de Down. Não acompanhei a conversa desde o início mas fiquei a saber que a sua segunda filha era portadora desta síndrome. Ao que me pareceu, não lhe foi detectado este problema durante a gravidez. Ela só ficou a saber que a sua bebé era “diferente” porque se apercebeu que todos estavam com demasiados cuidados com a criança. Ela estranhou tudo aquilo e exigiu saber o que se passava. Foi então que lhe expuseram o caso.

 

Contra factos não há argumentos. Ela aceitou a síndrome da bebé e não desanimou, nem baixou os braços. Procurou informação sobre o assunto para poder ajudar a criança o mais cedo possível. A menina tem neste momento dois anos e é uma criança bastante desenvolvida. É acompanhada nas Diferenças que é óptima!

 

Gostei imenso de ver a S. a falar sem mágoas ou reservas quanto ao problema da sua filha. Gostei muito de saber que ela não encarou o problema como uma tragédia mas sim como uma etapa nova da sua vida.

Não é fácil encararmos uma realidade destas. Todos temos o sonho de termos um bebé perfeito, lindo e rechonchudinho. Mas nem sempre é assim. E às vezes nem mesmo com 500 ecografias e análises e medições se conseguem detectar determinados problemas.

O choque deve ser enorme. Ninguém está preparado para receber a notícia de que o seu bebé não corresponde àquilo que tanto ansiámos e desejámos durante nove meses.

 

E quando é diagnosticado este problema durante a gravidez? O que fazer? Prosseguir com a gravidez? Interromper? Já se ama tanto aquele bebé. Mas estamos preparados para encarar este problema para o resto da vida? Psicológica e emocionalmente somos fortes o suficiente?

 

Admiro as mães que nunca baixaram os braços e partiram à descoberta deste novo desafio que é criar uma criança “diferente”. Que não desistiram dos filhos e buscaram apoio para lhes dar o melhor possível para torná-los autónomos e os integrar numa sociedade, ainda discriminatória, que é a nossa.

 

 

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